Autobiografia: reinvenção autorizada

Hoje é o dia do repórter e, pra quem ainda não sabe, sou uma parabéns pra mim. Fiquei pensando que post eu poderia fazer de ‘especial’ neste dia. Várias ideias, nada me empolgava. Então lembrei do projeto que vi em um blog essa semana e achei sensacional: “642 coisas sobre as quais escrever” ou “300 dias de escrita”.

Inspirado no livro “642 things to write about” -- que foi criado por um grupo de escritores em exatas 24 horas, em São Francisco (Califórnia) -- o projeto brasileiro tem 300 itens (confira a lista aqui) para inspirar textos, que podem ser escritos em sequência ou aleatoriamente. Passei rapidamente o olho e logo escolhi meu primeiro assunto: entreviste uma pessoa que você pensa conhecer bem. E como estou acostumada a fazer -- e não responder -- as perguntas, decidi, numa espécie de egolatria, entrevistar a mim mesma. Confira:

Daniela / Arquivo pessoal
Daniela, você é jornalista e escritora. Desde quando surgiu esse interesse pela palavra?
Aprendi a ler e a escrever com 3 anos de idade, e então foi natural, comecei a escrever poeminhas. No início as rimas eram bem pobres, como amor e dor, e só na pré-adolescência passei a lapidar isso. Na escola que estudei (em Curitiba-PR) fui incentivada pelos professores de português e redação, mas nunca pensei em ser jornalista. Abandonei a faculdade de fisioterapia e não sabia o que fazer, então entrei em jornalismo (risos). Novamente, tive incentivo de alguns professores e participei de concursos. Nessa época eu já escrevia contos, e tive sete publicados em três antologias.

É verdade que você parou de escrever literatura? Por quê?
Me afastei da literatura quando entrei na rotina louca do jornalismo diário. Trabalhei em um jornal impresso e, mais tarde, em uma emissora de TV. Eu tinha que falar sobre assuntos pesados: enchente, morte, obras atrasadas, fuga de presos… Essas coisas acabaram um pouco com meu romantismo, mas acredito que nunca deixei de ser sensível. Só mudei o foco: antes era em mim, depois foi para os outros. Mas confesso, sinto falta daquela Daniela mais lírica.

No blog Trintaria você trata de diversos assuntos, como fotografia, moda e beleza, decoração, saúde e bem-estar, turismo e comportamento. Esses são os assuntos que você gosta? Qual a sua intenção com o blog?
Há quase um ano saí da Televisão e meu primeiro impulso foi o de comprar uma câmera, para resgatar um pouco de mim mesma. Na faculdade eu gostava muito de fotojornalismo, foi o meu grande contato com a fotografia, e até cheguei a fazer estágio nessa área. Em dezembro do ano passado percebi que quase não usei a câmera, então resolvi aliar tudo: amo escrever e fotografar. Além disso, gosto de ajudar as pessoas, e acredito que posso fazer isso por meio da informação. Então, o que mais faltava? Eu tinha tudo, só precisava dar o primeiro passo. E as editorias que escolhi são sobre coisas que gosto e entendo um pouco, porque trabalhei mais de um ano como repórter em um núcleo de estilo de vida. Estou em casa.

E como é a sua rotina com o blog?
É um pouco complicada porque não tenho um deadline imposto, como em um emprego, então tenho reunido forças para manter uma periodicidade com o blog e redes sociais. Mas levanto cedo, respondo comentários, leio outros blogs e portais de notícia. Na parte da tarde, escrevo e agendo o post para o dia seguinte. Pretendo me organizar melhor para ter coisas agendadas para o mês seguinte, até porque quero começar a criar vídeos também, em março. Imaginei que fosse mais fácil ser blogueira, mas está sendo muito gratificante. Cada comentário que leio me faz pensar que estou no caminho certo, porque quero me tornar uma blogueira profissional para ajudar o maior número de pessoas.

Gente, é muito mais fácil entrevistar do que responder! hahaha. Aliás, estou pensando em fazer um post com dicas para as leitoras/blogueiras/youtubers que querem ser reconhecidas. Minha ideia é escrever um “Como ser chamada para dar entrevistas e se tornar a queridinha dos jornalistas”. Que tal? Me contem o que vocês acham nos comentários. E vocês já conheciam esse projeto de escrita? Eu achei tão sensacional pra desenvolver a criatividade que farei mais textos.

Daniela

@trintaria