Do platinado ao ruivo

Nunca tive medo de mudar. Aliás, o que mais tenho pavor é de estagnar e não me transformar. Vivo em busca daquele 1% melhor a cada dia, em todos os setores. E acredito que minha metamorfose externa diz muito sobre o que altero por dentro. 

Já tive o cabelo com todos os tons de loiro possíveis, alguns de castanho e preto (sim, preto azulado, por um ano!). Mas ruiva? Não, nunca. Só quando o castanho estava saindo, ou o loiranja loiro, gritando por uma renovada. 

Últimas transformações

No início do ano passado, quando trabalhava como repórter de TV, meu cabelo estava bem comportado: médio, liso e com uns reflexos. Em setembro, já distante da mídia, cortei uma franja indiazinha (proibidíssimo às repórteres). Em novembro, cabelos longos e platinados. Mas ainda não era o suficiente, então no início deste ano, viajei à Argentina e cortei um long bob por lá mesmo. Sexta-feira retrasada (12/05) fui só retocar as raízes do loirão, mas sentei na cadeira e a cabeleireira disse: “o loiro te apaga, já pensou em ser ruiva?”. 

Daniela/Trintaria

Quero ser ruiva, e agora?

Sugiro que a primeira transformação seja feita por um profissional, principalmente se você for loira ou estiver com a raiz aparente. Tenho uma certa experiência em DIY capilar, mas confesso que jamais teria conseguido essa tonalidade uniforme em casa. 

No meu caso, a profissional fez uma pré-pigmentação com a L57 (dourado cobre), sem pegar a raiz. Em seguida, aplicou a 8-77 (louro claro cobre extra) com a 8.55 (louro claro dourado extra), todas da Schwarzkopf. Confesso que queria um tom mais claro, o strawberry blonde, mas como minha base estava claríssima, desbotou bem rápido -- nas fotos, já lavei os cabelos quatro vezes em casa. Ou seja, escolha uma cor um pouco mais forte e não seque os cabelos com toalhas brancas. Sim, mancha!



Daniela/Trintaria

“Mas você fica melhor loira!”

Assim que saí do salão, publiquei no stories do Instagram (@trintaria, segue lá!) meu novo tom, só de costas. Recebi muitos comentários, e 97% deles começaram com um “sério?” ou “jura?”. A questão aqui é: se você faz parte do time que morre de medo de mudar a cor ou faz um drama porque cortou meio milímetro das pontas, preste atenção ao que isso pode indicar. Apego excessivo? Narcisismo extremo? Medo de perder o controle? Não sei, mas uma autoavaliação é sempre necessária. E se você tem vontade de transformar por fora o que já mudou por dentro, se joga sem medo! Afinal, nada é definitivo: cabelo cresce e sempre há uma tinta para cobrir outra. Okay?

Daniela

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